3 tecnologias essenciais para o mercado imobiliário em 2026

Neste post, você vai conhecer 3 tecnologias fundamentais que vão impulsionar produtividade, atrair mais leads e transformar completamente a forma de trabalhar no setor imobiliário.

O cenário macroeconômico e o impacto no mercado imobiliário em 2026

O desempenho do mercado imobiliário em 2026 será fortemente influenciado pelo cenário econômico que se desenha ao fim de 2025. Com a Selic ainda alta, em torno de 15%, a expectativa é de um ciclo de queda gradual, podendo chegar a aproximadamente 12,25% até o final do próximo ano.

Essa redução lenta deve começar a aliviar o crédito habitacional somente no segundo semestre. A inflação projetada em 4,3%, acima da meta, mantém o Banco Central cauteloso, enquanto o PIB deve crescer entre 1,8% e 2%, indicando estabilidade, mas sem grande aceleração.

O crédito, porém, deve continuar caro. A possível taxação das LCIs e os juros elevados tendem a encarecer financiamentos, o que leva muitos consumidores a adiar a compra e permanecer no aluguel no começo de 2026.

Assim, o ano deve começar com locação aquecida e crédito restrito, mas pode ganhar força na segunda metade, conforme a Selic recua e a demanda reprimida volta ao mercado.

O novo perfil do consumidor imobiliário para o próximo ano!

Agora que você já entendeu como o cenário econômico deve influenciar o mercado no próximo ano, é hora de olhar para outro ponto decisivo: o novo perfil do consumidor imobiliário em 2026.

Os clientes de hoje, são totalmente digitais, muito mais informados e exigentes. Antes mesmo de falar com um corretor, ele pesquisa, compara preços, analisa avaliações, assiste a vídeos e espera respostas quase instantâneas.

A internet se tornou o ponto de partida da jornada de compra. Isso, transforma por completo a forma como as imobiliárias precisam atrair e converter leads.

Por isso, investir em canais digitais eficientes, comunicação realmente personalizada e tecnologias que elevem a experiência do cliente, é essencial.

3 tecnologias essenciais para o mercado imobiliário 2026

Agora que você já entendeu o cenário econômico e o comportamento do novo consumidor, é hora de olhar para o que vai impulsionar resultados em 2026: a tecnologia.

E três delas serão fundamentais nesse momento:

Inteligência Artificial

Em 2026, a IA estará ainda mais presente no dia do corretor. Por exemplo: na criação automática de descrições de imóveis, no atendimento via chatbots, na distribuição de leads e na personalização da experiência do cliente.

Automação + Integração de Sistemas

Processos manuais tiram tempo e produtividade. Por isso, CRMs integrados ao WhatsApp, portais e ferramentas internas serão essenciais. A automação de follow-ups, lembretes, agendamentos e comunicação reduz retrabalho e melhora a organização da equipe.

Sites Imobiliários de Alta Performance 

Com o consumidor cada vez mais digital, seu site se torna a principal vitrine da empresa. Em 2026, sites rápidos, com SEO atualizado e outras funcionalidades, serão diferenciais para atrair leads qualificados e facilitar a jornada de compra.

Por que o Univen é a tecnologia certa para o mercado imobiliário 2026?

O mercado imobiliário de 2026 será marcado por consumidores mais informados, cenários econômicos dinâmicos e uma dependência cada vez maior da tecnologia.

Por isso, corretores e imobiliárias que desejam crescer precisam investir em soluções que unam agilidade, eficiência e experiência digital, e é exatamente isso que o CRM Univen oferece.

  • Inteligência Artificial integrada para criação automática de descrições de imóveis e apoio no atendimento.
  • Distribuição inteligente de leads, garantindo que cada oportunidade vá para o corretor certo no momento certo.
  • Automação de processos, como follow-ups, lembretes, agendamentos e comunicações.
  • Integração completa com WhatsApp, portais imobiliários e sistemas internos.
  • Sites imobiliários de alta performance, com SEO, carregamento rápido e tecnologia moderna.
  • Filtros avançados de busca, incluindo condomínios, empreendimentos e categorias específicas.
  • Recursos interativos, como vitrines inteligentes e landing pages otimizadas para conversão.

Mercado imobiliário projeta crescimento de 10% em 2026

Expectativa de cortes nos juros, liberação de recursos do compulsório e criação da faixa 4 do Minha Casa Minha Vida podem destravar demanda da classe média.

O mercado imobiliário brasileiro projeta crescimento de 10% nas vendas em 2026, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), após um ano de juros elevados que limitaram o acesso ao crédito habitacional.

“A expectativa é crescer nas vendas de imóveis [no volume de unidades]. Temos capacidade de crescer 10% em 2026, apesar da taxa de juros alta, porque a demanda continua crescendo, e as pessoas, comprando imóveis”, afirmou Renato Correia, presidente da Cbic, à Folha.

Financiamentos caem 17% em 2025

O alto patamar da Selic, hoje em 15% ao ano, é um dos principais desafios do setor. Os financiamentos imobiliários somaram R$ 140 bilhões de janeiro a novembro de 2025, uma queda de 17,1% em relação ao mesmo período de 2024, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

O segmento de médio e alto padrão foi o mais afetado. Enquanto o Minha Casa, Minha Vida, para famílias de menor renda, deve bater recorde de 600 mil unidades vendidas, os contratos com recursos da poupança caíram mais de 20% em 2025.

Um estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostra que a alta dos juros excluiu 800 mil famílias do acesso ao crédito para imóveis de R$ 500 mil nos últimos cinco anos.

Novas regras injetam R$ 35 bilhões no crédito

O governo federal liberou 5% do compulsório da poupança em 2026, injetando R$ 35 bilhões adicionais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

O teto do valor imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, após sete anos sem correção. A mudança amplia o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a entrada, a amortização ou a quitação.

Outro fator positivo para essa fatia de mercado é a criação da Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida, que une uso do FGTS, prazos mais longos de financiamento e taxas inferiores às do mercado. A nova faixa permite a famílias com renda de R$ 8,6 mil e R$ 12 mil financiar imóveis novos ou usados de até R$ 500 mil.

As melhores condições podem destravar a demanda reprimida. Segundo pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, a intenção de compra do segmento de médio e alto padrão chega a 48%.

Ricos buscam imóveis para acomodar várias gerações nos EUA

Compradores abastados nos Estados Unidos estão priorizando imóveis que acomodam famílias ampliadas, incluindo pais idosos e filhos pequenos, segundo o relatório Luxury Outlook 2026, da Sotheby’s International Realty. Quase uma em cada cinco compras no país é feita por quem planeja morar com parentes além da família imediata.

Bradley Nelson, diretor de marketing da empresa, disse à Bloomberg que os compradores buscam opções com casas de hóspedes e apartamentos independentes. Em Nova York e Miami, há demanda por apartamentos conjugados que podem ser combinados para criar espaços multigeracionais.

Projetos com múltiplas suítes principais

A tendência está moldando novos empreendimentos, com aumento no número de suítes e mudança em sua configuração. Além de banheiros privativos, esses quartos são projetados com pequenas salas de estar ou áreas de escritório.

Portfólio de propriedades

Em 2025, apenas 51% dos compradores de imóveis de luxo adquiriram uma casa como residência principal. “Os imóveis estão menos relacionados a decisões isoladas e mais ao portfólio como um todo”, diz Nelson.

O relatório destaca ainda duas tendências no segmento de luxo: prioridade para privacidade e segurança e preferência por Nova York.

O segmento mais rico, acima dos US$ 10 milhões, tem perspectivas mais otimistas no setor imobiliário, porque seus compradores são menos expostos a fatores macroeconômicos.

Após queda em dezembro, inadimplência no aluguel encerra 2025 em patamar mais baixo

A inadimplência no aluguel residencial no país recuou em dezembro, após a estabilização observada em outubro e novembro, segundo o Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA), indicador lançado pela Loft para acompanhar mensalmente os atrasos no pagamento da locação.

Em dezembro de 2025, 5,8% dos contratos de locação apresentaram atraso superior a 15 dias, abaixo dos 6,2% registrados em outubro e novembro. O resultado encerra o ano em um patamar inferior ao observado no pico do segundo semestre, quando o índice chegou a 6,8% em setembro.

O indicador reúne informações de 500 mil contratos de Fiança Aluguel sob gestão da Loft em todo o Brasil, oferecendo uma leitura contínua e comparável da inadimplência em diferentes regiões e estados.

“Mesmo com juros elevados pressionando o orçamento das famílias ao longo do ano, o mercado de trabalho seguiu resiliente, com renda real relativamente estável. Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que a inadimplência não apenas deixou de crescer, como recuou no fechamento de 2025”, afirma Sandro Westphal, vice-presidente de Alianças e Parcerias Estratégicas da Loft.

Uma outra pesquisa da Loft, que entrevistou 1.300 pessoas em setembro e outubro, investigou as causas dos atrasos no aluguel. O fator mais citado foi a perda ou diminuição da renda (42% entre quem atrasou o pagamento), seguido por gastos imprevistos (27%) e despesas fixas muito altas (23%).

Melhora disseminada

A queda observada em dezembro aparece de forma relativamente disseminada entre as regiões. No Sudeste, o índice caiu de 6,1% para 5,8% entre novembro e dezembro. No Sul, houve recuo de 6,1% para 5,6%. Já no conjunto formado por Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a taxa passou de 7,0% para 6,6%.

Entre os estados analisados, Minas Gerais manteve o maior nível de inadimplência, com 6,3% dos contratos em atraso, embora também tenha registrado queda em relação aos meses anteriores. O Rio de Janeiro segue com a menor taxa do país (4,5%), enquanto São Paulo fechou dezembro com 5,8%, em linha com a média nacional.

“A inadimplência é um indicador sensível ao ciclo econômico, mas também ao calendário das famílias. O fechamento do ano costuma trazer algum alívio, seja por reorganização financeira ou por entradas extraordinárias de renda, o que ajuda a explicar a melhora observada em dezembro”, afirma Westphal.

Taxa de inadimplência aluguel – país

MêsTaxa de inadimplência geral
Maio 20246.5%
Junho 20246.8%
Julho 20247.0%
Agosto 20246.8%
Setembro 20246.8%
Outubro 20246.3%
Novembro 20246.1%
Dezembro 20245.8%
Janeiro 20255.8%
Fevereiro 20255.8%
Março 20255.8%
Abril 20255.8%
Maio 20256.1%
Junho 20256.3%
Julho 20256.7%
Agosto 20256.7%
Setembro 20256.8%
Outubro 20256.2%
Novembro 20256.2%
Dezembro 20255.8%

Fonte: Loft, com base em dados de 500 mil contratos sob gestão

Taxa de inadimplência aluguel – por região

MêsN, NE, COSES
Maio 20248.0%6.5%6.2%
Junho 20249.0%6.6%6.5%
Julho 20249.2%6.8%6.6%
Agosto 20249.1%6.6%6.4%
Setembro 20249.0%6.4%6.5%
Outubro 20248.3%6.1%5.9%
Novembro 20248.0%6.1%5.6%
Dezembro 20247.4%5.8%5.5%
Janeiro 20257.1%5.7%5.5%
Fevereiro 20256.9%5.8%5.5%
Março 20256.8%5.8%5.5%
Abril 20256.7%5.8%5.5%
Maio 20256.9%6.1%5.9%
Junho 20257.7%6.4%6.0%
Julho 20257.9%6.7%6.3%
Agosto 20257.8%6.7%6.3%
Setembro 20257.8%6.7%6.5%
Outubro 20257.0%6.2%5.9%
Novembro 20257.0%6.1%6.1%
Dezembro 20256.6%5.8%5.6%

Fonte: Loft, com base em dados de 500 mil contratos sob gestão

Metodologia — Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA)

Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA) é um indicador mensal desenvolvido pela Loft para acompanhar a proporção de contratos de locação residencial com atraso superior a 15 dias.

O levantamento considera 500 mil contratos ativos de Fiança Aluguel sob gestão da companhia, líder do mercado. A metodologia prevê uma janela de três meses para que a imobiliária, responsável pelo contrato de aluguel, informe a Loft sobre o atraso.

A amostra abrange todas as regiões do país e um conjunto diversificado de imóveis — de estúdios compactos a unidades familiares e casas de alto padrão.

Os dados são processados e consolidados mensalmente pelo time de Inteligência de Dados da Loft, com o objetivo de oferecer uma visão abrangente e precisa da inadimplência no mercado de locação brasileiro.

2026: o ano em que o mercado imobiliário deve crescer sem fazer barulho

Entre reformas tributárias que finalmente saem do papel, juros que ensaiam uma trégua, programas habitacionais que combinam escala com tecnologia e uma reconfiguração silenciosa das fontes de crédito, o ano que se aproxima promete ser de consolidação. Não de explosão, mas de amadurecimento. E talvez seja exatamente isso que o setor mais precisa.

A Reforma Tributária e o fim da zona cinzenta

Comecemos pelo óbvio que insiste em não ser óbvio: a reforma tributária importa menos pelo seu impacto fiscal imediato e muito mais pelo que ela representa como reorganizadora do mercado. A partir de 1º de janeiro de 2026, inicia-se o ano-teste da cobrança de IBS e CBS nos documentos fiscais. É a primeira engrenagem de uma máquina que, até 2033, substituirá cinco tributos por um sistema dual de IVA.

A promessa é sedutora: menos cumulatividade, crédito tributário recuperável sobre insumos, transparência na cadeia produtiva. Na prática, isso significa que construtoras, imobiliárias e prestadores de serviços que sempre operaram formalmente terão vantagem competitiva ampliada. Quem vivia na zona cinzenta — reformas sem nota, serviços “por fora”, contratações informais — sentirá o cerco da fiscalização digital.

Vale o lembrete: o setor imobiliário conta com regras de transição específicas e redutores de alíquota que ainda dependem de regulamentação fina via Leis Complementares. Mas o movimento geral está claro. Até onde pude rastrear, os ajustes aprovados pelo Congresso contemplam redutores para imóveis populares e mecanismos que, teoricamente, evitarão aumentos dramáticos de carga. O Ministério da Fazenda projeta queda de até 5,5% no custo de imóveis de R$ 200 mil, enquanto os de R$ 2 milhões subiriam modestos 2,3%.

O que me parece mais relevante, contudo, é o efeito indireto: um mercado mais transparente tende a atrair funding mais barato e investidores mais sofisticados. A longo prazo, isso vale mais que qualquer benefício fiscal pontual.

Selic: o monstro que virou animal de estimação

Falemos agora da taxa Selic, que encerra 2025 em patamares de dois dígitos historicamente desafiadores — precisamente 15% ao ano. Há uma década, esse número paralisaria incorporadoras, congelaria lançamentos e esvaziaria estandes de venda. Mas algo mudou. O mercado foi, digamos, domesticado pela realidade.

As projeções do Boletim Focus indicam que o Banco Central iniciará cortes graduais ao longo de 2026, com a taxa podendo encerrar o ano em torno de 12% a 12,5% — ainda em dois dígitos, mas respirável. Não é milagroso, mas é suficiente. Cada ponto percentual de queda na Selic representa cerca de 7% a 8% de redução no valor da parcela mensal do financiamento. Para um comprador de classe média, isso é a diferença entre caber ou não caber no orçamento.

Mas o dado que me impressiona não está nos números da taxa em si, e sim no comportamento do setor diante dela. Os números da Abecip mostram que, mesmo com juros elevados em 2025, o volume de crédito imobiliário manteve-se robusto — não nos patamares de 2020-2021, é verdade, mas historicamente relevante.

Há uma maturidade silenciosa acontecendo. O mercado brasileiro finalmente entendeu que precisa operar em cenários de juros estruturalmente diferentes da década de 2010. E está aprendendo.

Demografia: o bônus que muda de formato

Outro pilar frequentemente negligenciado: o Brasil ainda está surfando o bônus demográfico. Temos massa populacional concentrada na faixa produtiva, gerando renda e demandando moradias. Dados do IBGE confirmam que o pico populacional só virá em 2041.

Mas não se trata de contar cabeças — trata-se de contar lares. Mesmo quando a população estabilizar em números absolutos, a formação de novas famílias continuará.